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Abraçar-se a si próprio

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Em crianças, os nossos pais, ou quem quer que tomasse conta de nós, abraçavam-nos quando nos confrontávamos com circunstâncias perturbadoras. Em adultos, tentamos frequentemente recriar esses mesmos sentimentos reconfortantes, quando nos encontramos em situações geradoras de ansiedade. Em vez de assumirem um gesto completo de braços-cruzados, que pode revelar a todos que sentem medo, as mulheres usam frequentemente em sua substituição uma versão mais subtil — um gesto de Braços-Parcialmente-Cruzados, no qual um dos braços descreve uma rotação em frente do corpo para agarrar ou tocar o outro braço, e assim formar a barreira, parecendo que estão a abraçar-se a si próprias. Em reuniões de trabalho, as barreiras de braços parciais são frequentemente encontradas em indivíduos estranhos ao grupo, ou com falta de confiança em si próprios. Qualquer mulher que assuma esta posição numa situação de tensão alegará em geral que se sente simplesmente «confortável».

Os homens usam uma barreira de braços parcial conhecida por Dar-as-Mãos-a-Si-Próprio: é habitualmente utilizada por pessoas de pé frente a uma multidão, a fim de receber um prémio ou fazer um discurso. Também conhecido por Posição de Fecho-Eclair Partido, este gesto permite a um homem sentir-se seguro, pelo facto de lhe permitir proteger as suas «jóias da coroa» e evitar as consequências de receber um golpe frontal.

Essa é a mesma posição que os homens adoptam numa bicha para a sopa dos pobres ou para receber ajudas sociais, e revela os seus sentimentos de depressão e vulnerabilidade. Recria o sentimento de termos alguém que nos pega na mão.

Um grande ditador alemão usava-o habitualmente em publico para mascarar a insuficiência sexual que sentia pelo fato de ter apena um testículo.

É possível que a evolução tenha encurtado os braços dos homens por forma a permitir-lhes assumir esta posição protetora, pois quando os nossos parentes primatas mais próximos, os chimpanzés, assumem a mesma posição, as suas mãos cruzam-se à altura dos joelhos.