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Algumas origens básicas

eike_batista

A maior parte dos sinais básicos de comunicação são os mesmos por todo o mundo. Quando as pessoas se sentem felizes, sorriem; quando estão tristes ou zangadas, franzem o sobrolho ou ostentam um olhar carrancudo. Acenar com a cabeça é quase universalmente utilizado para indicar «sim», ou afirmação. Parece constituir uma forma de abaixamento da cabeça, e é provavelmente um gesto inato, visto ser igualmente usado por cegos de nascença. Abanar a cabeça de um lado para o outro para indicar «não», ou negação, é igualmente universal, e parece ser um gesto aprendido na infância. Quando um bebé ingeriu já leite suficiente, abana a cabeça de um lado para o outro para rejeitar o seio da mãe. Quando uma criança de tenra idade comeu já o suficiente, abana a cabeça de um lado para o outro para impedir qualquer tentativa de se lhe dar comida à colher e, desta forma, rapidamente aprende a utilizar o gesto de abanar a cabeça para exprimir discórdia ou uma atitude negativa.

A origem evolutiva de alguns gestos pode ser encontrada recuando ao nosso passado animal primitivo. Sorrir, por exemplo, é um gesto de ameaça para a maior parte dos animais carnívoros, mas nos primatas é exibido em conjugação com outros gestos não ameaçadores, para mostrar submissão.

Exibir os dentes e dilatar as narinas são gestos derivados do ato de atacar e são sinais primitivos utilizados por outros primatas. A expressão facial que nos seres humanos revela desprezo é utilizada pelos animais para advertir os seus oponentes de que, caso necessário, usarão os dentes para atacar ou se defender. Este gesto continua a ser utilizado pelos seres humanos, muito embora não ataquem habitualmente com os dentes.

Dilatar as narinas permite aumentar a oxigenação do corpo, em preparação para uma luta ou uma fuga e, no caso do mundo dos primatas, indica aos companheiros que se necessita de apoio para lidar com uma ameaça iminente. No mundo humano, a expressão de desprezo surge quando a pessoa sente raiva ou irritação, quando se sente sujeita a ameaça física ou emocional, ou quando sente que algo não está bem.