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Análise dos estilos de apertos de mão

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Apertar a mão é uma reminiscência do nosso passado. Sempre que as tribos primitivas se encontravam, em condições amigáveis, esticavam os braços com as palmas das mãos expostas para mostrar que nem seguravam nem escondiam quaisquer armas. No tempo dos Romanos, era comum transportar um punhal escondido na manga, pelo que, por uma questão de proteção, os Romanos transformaram o gesto de Agarrar-os-Pulsos em cumprimento comum.

A forma moderna deste antigo ritual de cumprimento é o gesto de encaixar as mãos uma na outra, para de seguida as movimentar ritmadamente nessa posição, e era originalmente utilizado no século XIX para selar transações comerciais entre homens de iguais estatutos. Só se difundiu generalizadamente na última centena de anos, aproximadamente, e permaneceu sempre no domínio masculino, até tempos mais recentes. Na maioria dos países ocidentais, hoje em dia, é realizado quer no cumprimento inicial, quer na despedida, em todos os contextos profissionais, e cada vez mais também em festas e eventos sociais, tanto por homens como por mulheres.

Até mesmo em locais como o Japão, onde a vénia é a forma de cumprimento tradicional, e na Tailândia, onde as pessoas se cumprimentam utilizando o Wai — um gesto semelhante a um gesto de oração — o aperto de mão moderno está atualmente bastante divulgado. Na maioria dos sítios, as mãos são normalmente movimentadas cinco a sete vezes, mas em alguns países, por exemplo na Alemanha, ocorrem apenas dois ou três movimentos, com um tempo adicional de mãos imóveis, mas encaixadas, igual a dois movimentos suplementares. Os Franceses são os maiores entusiastas do aperto de mão, praticando-o tanto quando as pessoas se encontram como quando se despedem, e passando um tempo considerável todos os dias a dar apertos de mão.