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Braços-cruzados-sobre-o-peito

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Ambos os braços são cruzados sobre o peito, numa tentativa de colocar uma barreira entre a pessoa e alguém ou algo de que ela não gosta. Existem muitas posições de braços cruzados, e discutiremos as mais comuns que é provável encontrar. A posição braços-Cruzados-sobre-o-Peito é universal, sendo descodificada em toda a parte com o mesmo significado defensivo ou negativo. É habitualmente vista entre desconhecidos em reuniões públicas, em filas, em elevadores, ou onde quer que as pessoas se sintam indecisas ou inseguras.

Estivemos presentes numa reunião da nossa assembleia municipal convocada para debater o abate de árvores pelos construtores civis. Estes sentavam-se de um dos lados da sala, e os seus oponentes, os «verdes», do outro. Cerca de metade dos presentes tinha os braços cruzados no momento da abertura da
reunião, valor que aumentou para 90% dos «verdes» quando os construtores civis se dirigiram à assembleia, e a quase totalidade dos construtores civis adotou a mesma postura quando foi a vez de os «verdes» falarem. Isto serve para mostrar como a maior parte das pessoas assumirá uma posição de braços-cruzados quando discorda daquilo que ouve. Muitos oradores não conseguem transmitir a sua mensagem às suas assistências por não se aperceberem da posição de braços-cruzados dos seus ouvintes. Os oradores experientes sabem que esta postura significa que é necessário um gesto de «quebrar o gelo» para deslocar a assistência para uma posição mais receptiva, que transforme a sua atitude de negativa em positiva.

Quando vemos alguém a assumir perante nós a posição de braços-cruzados, é razoável assumir que dissemos algo de que a pessoa discordou. Poderá ser totalmente inútil continuarmos a nossa linha de argumentação, nesse caso, ainda que a pessoa possa concordar verbalmente connosco. O facto é que a linguagem corporal é mais honesta do que as palavras.

O nosso objectivo deve ser perceber por que razão a pessoa cruzou os braços e tentar fazê-la deslocar-se para uma posição mais receptiva. A atitude provoca a ocorrência do gesto, e a manutenção do gesto força a permanência da atitude.