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Como a linguagem corporal revela emoções e pensamentos

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A linguagem corporal é uma reflexão para o exterior do estado emocional de uma pessoa. Cada gesto ou movimento pode constituir um indicador valioso de uma emoção que se experimenta no momento. Por exemplo, um homem preocupado com o facto de estar a ganhar peso poderá beliscar uma prega de pele sob o queixo; uma mulher que se apercebeu de ter ganho alguns quilos nas coxas poderá alisar o vestido ao longo das pernas; a pessoa que se sente receosa ou defensiva poderá cruzar os braços, as pernas, ou ambos; e um homem que fale com uma mulher de seios avantajados poderá de forma consciente evitar olhar-lhe para o peito enquanto, simultaneamente e de forma inconsciente, esboça gestos de apalpar com as mãos.

A chave para a leitura da linguagem corporal reside na compreensão do estado emocional de uma pessoa enquanto se escuta o que ela diz e se observa as circunstâncias em que o diz. Isso permite-nos separar factos de ficção e realidade de fantasia. Recentemente, nós, seres humanos, temo-nos revelado obcecados com a palavra falada e a nossa capacidade de conversar. A maioria das pessoas, não obstante, tem uma notável falta de consciência dos sinais de linguagem corporal e do respectivo impacto, pese embora o
facto de sabermos atualmente que a maioria das mensagens em qualquer conversação face a face são reveladas através de sinais corporais. Por exemplo, alguns presidentes dos Estados Unidos e um Primeiro ministro australiano usavam todos as mãos para revelar as dimensões relativas de assuntos que lhes iam na mente.

Um politico defendeu em determinada ocasião um aumento de vencimentos para os políticos comparando os respectivos salários aos dos executivos empresariais. Alegou que os salários destes últimos tinham crescido enormemente, enquanto os aumentos propostos para os políticos eram relativamente mais pequenos. De cada vez que mencionava os rendimentos destes, mantinha as mãos distanciadas um metro entre si. Quando, pelo contrário, mencionava os salários dos executivos, as suas mãos ficavam separadas apenas trinta centímetros, aproximadamente. As distâncias a que mantinha as mãos revelavam estar convencido de que os resultados obtidos na negociação pelos políticos eram muito melhores do que estava preparado para admitir.