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Como funcionam as anedotas

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A base da maioria das anedotas é que, na deixa final, algo de desastroso ou doloroso acontece a alguém. Na verdade, o que acontece é que o final inesperado «assusta» o cérebro, e rimo-nos com sons semelhantes ao de um chimpanzé a advertir os outros chimpanzés de um perigo iminente. Muito embora saibamos de forma consciente que a anedota não é um acontecimento «real», o nosso riso liberta endorfinas destinadas à auto-anestesia, como se a anedota fosse um evento real. Se fosse um evento real, poderíamos entrar em modo de choro e o corpo libertaria igualmente as suas endorfinas. O choro é frequentemente a extensão de um ataque de riso e é por isso que, no decurso de uma grave crise emocional, tal como quando se acaba de ser informado de uma morte, uma pessoa que não é capaz de aceitar mentalmente a morte poderá começar a rir-se. Quando a realidade se impõe, o riso transforma-se em choro.