Quando duas pessoas se sentam uma em frente da outra com uma mesa no meio, dividem-na, inconscientemente, em dois territórios iguais. Cada uma das pessoas reclama metade da mesa como o seu próprio território, e rejeitará quaisquer intrusões da outra sobre essa metade.

Haverá ocasiões, porém, onde poderá ser difícil ou inadequado assumir a posição do canto para apresentarmos o nosso ponto de vista. Imaginemos que o leitor tem uma pasta, um livro, uma citação ou uma amostra que pretende apresentar a outra pessoa que está sentada por trás de uma secretária retangular e que o seu objetivo é colocar-se na posição mais apropriada a essa apresentação. Comece por colocar o artigo sobre a mesa. A outra pessoa poderá agir de uma de três formas: ou se inclinará para a frente para olhar o objeto, ou o puxará para o seu lado, ou o empurrará de volta para o território do leitor.

Se a outra pessoa se inclinar para a frente para olhar o objeto, mas não lhe pegar, o leitor vê-se obrigado a fazer a sua apresentação a partir do sítio onde está sentado, pois a outra pessoa não o quer do seu lado da secretária. Se isto acontecer, rode o seu corpo num ângulo de 45 graus para apresentar o seu ponto de vista. Porém, se a pessoa levar o objeto para o lado dela, isso dará ao leitor a oportunidade de pedir autorização para entrar no território dela e assumir ou a posição de canto, ou a posição cooperante.

Se, no entanto, a pessoa empurrar o artigo de volta para o leitor, permaneça do seu lado. Nunca invada o território da outra pessoa, a não ser que lhe tenha sido dada autorização verbal ou não verbal para o fazer, caso contrário a pessoa colocá-lo-á fora de jogo.