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Em que canal está sintonizado?

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Os movimentos dos olhos de uma pessoa podem revelar onde se concentra a sua mente, ao dizerem-nos se a pessoa se está a recordar de algo que viu, ouviu, cheirou, saboreou ou tocou. Esta técnica é um desenvolvimento realizado por psicólogos americanos, e é conhecida como Programação Neurolinguística, ou PNL.

Em termos simples, se uma pessoa se recorda de algo que viu, os seus olhos movem-se para cima. Se se recorda de algo que ouviu, olha para o lado e inclina a cabeça, como se estivesse à escuta. Se recorda um sentimento ou emoção, olhará para baixo e para a direita. Quando uma pessoa, por fim, fala mentalmente consigo própria, olhará para baixo e para a esquerda.

A dificuldade está em que estes movimentos dos olhos podem ocorrer durante uma fracção de segundo, e aparecem inseridos em agrupamentos, tornando mais difícil uma leitura «ao vivo». Uma reprodução em vídeo, porém, permite-nos observar discrepâncias entre aquilo que uma pessoa diz e aquilo que realmente pensa.

Trinta e cinco por cento das pessoas prefere o canal de informação visual e utilizará frases como «Estou a ver o que quer dizer», «Olhe-me lá para isso», «Isso está perfeitamente claro», «É capaz de me mostrar isso?»; conseguiremos captar a atenção deste tipo de pessoa mostrando-lhe fotografias, quadros e gráficos, e perguntando-lhe se está a «visualizar o quadro geral».

Vinte e cinco por cento prefere o canal auditivo e utiliza expressões como «Isso faz-me tocar uma campainha», «Sou todo ouvidos», «Isso não me soa bem», ou poderá afirmar querer-se sintonizar connosco. Os restantes 40% preferem o canal dos sentimentos e dirão coisas como «Vamos ver se a ideia tem pernas para andar», «Há que dar um murro na mesa», «Consegui agarrar a ideia». Adoram fazer test drives às coisas, e de se envolver nas demonstrações, de modo a «agarrarem a ideia».

A PNL é uma descoberta notável e constitui uma poderosa ferramenta de comunicação que deve ser estudada como matéria à parte.