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Entrevistas, jogos de poder e políticas de escritório

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A MAIORIA DAS ENTREVISTAS DE EMPREGO São não produtivas, pois os estudos demonstram a existência de uma correlação estreita entre o quanto o entrevistador gosta do entrevistado e o facto de este conseguir ou não o emprego. No fim, a maior parte da informação factual proveniente do curriculum vitae — o verdadeiro conteúdo, relativamente ao candidato, que poderia construir um bom indicador de desempenho — é esquecido. E aquilo que de facto se recorda é a impressão que o candidato exerceu sobre o entrevistador.

Um professor analisou os desempenhos de candidatos a emprego de diversas idades e origens sociais, ao longo de entrevistas de 20 minutos nas quais se pedia aos entrevistadores que classificassem cada candidato segundo atributos como ambição, inteligência e competência. De seguida, pedia-se a um grupo de observadores que visionasse as filmagens em vídeo captadas apenas nos primeiros 15 segundos de cada entrevista. Os resultados demonstraram que a primeira impressão dos observadores, formada nos primeiros 15 segundos, era praticamente igual às impressões dos entrevistadores. Este estudo fornece provas suplementares de que, em definitivo, não temos uma segunda oportunidade de causar uma primeira impressão, e de que a nossa abordagem inicial, aperto de mão e linguagem corporal global constituem os fatores-chave para a decisão do resultado.