Foi levada a cabo uma experiência com oito oradores a quem foi pedido que utilizassem cada um destes três gestos de mãos ao longo de uma série de palestras de dez minutos, perante vários públicos diferentes, e gravaram mais tarde as atitudes dos participantes perante cada orador. Descobriram que os que usavam principalmente a posição Palma-para-Cima recebiam 84% de apreciações positivas dos participantes, valor que se reduzia a 52% quando faziam exatamente a mesma apresentação a uma outra plateia utilizando principalmente a posição Palma-para-Baixo. A posição Dedo-Apontado registou apenas 28% de respostas positivas, sendo que alguns dos participantes abandonaram a sala a meio da palestra.

Falar com o dedo apontado não apenas registou a menor quantidade de respostas positivas por parte dos ouvintes; estes recordavam também menos do que havia sido dito pelo orador. Se o leitor costuma falar de dedo esticado, treine as posições Palma-para-Cima e Palma-para-Baixo, e descobrirá que pode criar uma atmosfera mais descontraída e exercer um efeito mais positivo sobre os outros. Em alternativa, se comprimir os dedos contra o polegar para fazer um gesto de tipo «OK» e falar utilizando esta posição, passará uma imagem de autoridade, mas sem agressividade. Ensinámos este gesto a grupos de oradores, políticos e líderes empresariais, e medimos as reações das respectivas assistências. Aquelas que escutaram os oradores que utilizaram os gestos de pontas-dos-dedos-a-tocar descreveram esses oradores como «atenciosos», «orientados por objetivos» e «concentrados».

Os oradores que utilizaram a posição dedo-apontado foram descritos como «agressivos», «beligerantes» e «rudes», e registaram a menor retenção de informação por parte das respectivas assistências. Quando o orador apontava diretamente para o público, os presentes ficavam mais preocupados com emitir juízos pessoais acerca do orador do que em ouvir o conteúdo da sua mensagem.