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Faça o teste da pupila

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A capacidade de descodificar a dilatação das pupilas está predefinida no cérebro e ocorre de forma completamente automática.

Um investigador realizou uma experiência de resposta pupilar mostrando cinco imagens aos participantes: um nu masculino, um nu feminino, um bebé, uma mãe e um bebé e uma paisagem. Como seria de prever, as pupilas dos homens dilataram-se mais perante o nu feminino e as pupilas dos homens homossexuais dilataram-se mais perante o nu masculino, mas as pupilas das mulheres dilataram-se mais perante a imagem da mãe e do bebé, ficando o nu masculino apenas em segundo lugar.

Testes levados a cabos com jogadores de cartas experimentados mostraram que os especialistas ganhavam menos jogos quando os seus oponentes usavam óculos escuros. Por exemplo, se um oponente recebia quatro ases num jogo de póquer, a sua rápida dilatação das pupilas podia ser detectada inconscientemente pelo especialista que «sentia» que não devia apostar na mão seguinte. Os óculos escuros utilizados pelos oponentes eliminavam os sinais pupilares e, em resultado disso, os especialistas ganhavam menos mãos do que o costume.

A descodificação pupilar foi utilizada pelos antigos negociantes de diamantes chineses, que observavam as pupilas dos seus compradores ao negociar preços. Séculos atrás, as prostitutas deitavam nos olhos gotas de beladona, uma tintura que continha atropina, para dilatar as pupilas e parecerem mais desejáveis.

Como diz um velho aforismo, «olhe as pessoas nos olhos quando fala com elas» quando se comunica ou negoceia, mas melhor ainda é praticar «olhar a pessoa nas pupilas», pois estas é que nos revelam os verdadeiros sentimentos dos outros.