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Lábios húmidos e beicinho, boca ligeiramente aberta

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Ao atingir a puberdade, a estrutura facial do rosto de um rapaz altera-se manifestamente. A testosterona desenha-lhe uma linha de maxilares mais forte e protuberante, um nariz mais volumoso e uma testa mais pronunciada — todos traços essenciais para a proteção do rosto durante recontros com animais ou inimigos.

A estrutura óssea das raparigas, por seu lado, permanece essencialmente inalterada e de aparência infantil, com maior quantidade de gordura subcutânea, o que faz que o rosto feminino adolescente pareça mais espesso e cheio, em particular os lábios. Lábios maiores e mais espessos transformam-se assim num sinal de feminilidade, devido ao seu contraste de tamanho com os lábios masculinos. Algumas mulheres sujeitam-se a injeções de colagénio nos lábios, para fazer sobressair ainda mais esta diferença sexual, tornando-se assim mais atraentes aos homens. O gesto de «fazer beicinho» aumenta simplesmente a exposição dos lábios.

Os lábios genitais exteriores de uma mulher possuem uma espessura proporcional à dos seus lábios faciais. Designado por «automimetismo», pois o seu objetivo é o de simbolizar a região genital feminina. Pode dar-se aos lábios uma aparência húmida, por utilização de saliva ou de cosméticos, conferindo à mulher a aparência de convite sexual.

Quando uma mulher entra em estado de excitação sexual, os seus lábios, seios e órgãos genitais aumentam de tamanho e ficam mais vermelhos, ao encherem-se de sangue. O batom é uma invenção egípcia com quatro mil anos de idade, e tem por objetivo imitar no rosto os órgãos sexuais avermelhados da mulher sexualmente excitada. Isso explica por que razão, em experiências levadas a cabo com fotografias de mulheres utilizando diversas cores de batom, os homens achavam sistematicamente os vermelhos-vivos as cores mais sensuais e atraentes.