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Mesas de reuniões retangulares

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Numa mesa retangular, parece constituir uma norma intercultural que a posição A exerce sempre a maior influência, mesmo quando todas as pessoas sentadas possuem iguais estatutos. Numa reunião de pessoas de estatutos semelhantes, a pessoa que ocupa a posição A deterá a maior influência, desde que não esteja sentada de costas para a porta.

Se, por outro lado, A tiver as costas voltadas para a porta, a pessoa sentada na posição B será a mais influente, e representará um forte concorrente de A. Especialistas montaram experiências envolvendo deliberações de júri que revelaram que a pessoa sentada à cabeceira da mesa era escolhida como líder com mais frequência, particularmente se essa pessoa fosse percecionada como pertencendo a uma classe económica alta. Assumindo que A detinha a melhor posição de poder, a pessoa B deteria a maior autoridade a seguir a A, seguindo-se D, e depois C. As posições A e B são percecionadas como orientadas por tarefas, enquanto a posição D é vista como a que será ocupada por um líder emotivo, frequentemente uma mulher, que se preocupa com os relacionamentos de grupo, e em fazer toda a gente participar. Esta informação torna possível influenciar os jogos de poder nas reuniões, colocando placas com os nomes dos participantes nas várias posições, definindo onde queremos que se sente cada uma das pessoas. Isto confere-nos um certo grau de controlo sobre aquilo que acontecerá na reunião.