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Os contrabandistas sorriem menos

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Em 1986 uma equipa especialista em linguagem corporal foi contratada pelos Serviços Alfandegários Australianos, para ajudar a criar um programa susceptível de aumentar o número de capturas de artigos contrabandeados e droga introduzidos na Austrália. Até essa altura, os funcionários assumiam que os mentirosos aumentavam a frequência de sorrisos quando mentiam ou estavam sob pressão. Mas a nossa análise de filmagens de pessoas a quem era propositadamente pedido para mentir mostrou o oposto — quando os mentirosos mentiam, sorriam menos, ou não sorriam de todo, independentemente da cultura a que pertenciam. Pelo contrário, as pessoas que estavam inocentes e diziam a verdade aumentavam a frequência dos seus sorrisos ao serem honestas. Devido ao facto de o ato de sorrir estar enraizado na atitude de submissão, os inocentes tentavam apaziguar os seus acusadores, ao passo que os mentirosos profissionais reduziam os seus sorrisos e outros sinais corporais. E o mesmo que acontece quando um carro da polícia estaciona junto de nós nos semáforos — ainda que não tenhamos infringido a lei, a presença da polícia é suficiente para nos fazer sentir culpados e começarmos a sorrir. Isto realça a forma como o falso sorriso é controlado, e deve sempre ser considerado inserido no contexto em que ocorre.