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Os dois tipos de fumadores

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Existem fundamentalmente dois tipos de fumadores – os viciados e os fumadores sociais. Os estudos demonstram que passas mais pequenas e rápidas num cigarro estimulam o cérebro, proporcionando um nível mais elevado de consciência das coisas, enquanto passas mais lentas e prolongadas funcionam como um sedativo. Os fumadores viciados estão dependentes dos efeitos sedativos da nicotina, precisando deles para os ajudar a lidar com o stresse. Dão passas mais longas e profundas, e além disso também fumam sozinhos.

Os fumadores sociais, por seu lado, só fumam em geral na presença de outras pessoas ou «quando bebem uns copos». Isso significa que este tipo de fumo constitui uma exibição social destinada a criar certas impressões sobre os outros. No fumo social, desde que o cigarro é aceso até que é apagado, este é fumado durante apenas cerca de 20% de tempo, em passas mais curtas e rápidas, sendo os restantes 80% dedicados a uma série de gestos e rituais especiais de linguagem corporal.

Um estudo realizado por Andy Parrot, da Universidade de Londres Este, relata que 80% dos fumadores afirmam sentir-se menos ansiosos quando fumam. Porém, em todo o caso, os níveis de ansiedade dos fumadores adultos são apenas ligeiramente superiores aos dos não fumadores, e os níveis de ansiedade vão aumentando à medida que os fumadores ganham o hábito do fumo.

Parrot descobriu igualmente que deixar de fumar conduz de facto a uma redução de ansiedade. A ciência demonstra atualmente que fumar não é uma ajuda no controlo da disposição do indivíduo, pois a dependência em relação à nicotina aumenta os níveis de ansiedade. O pretenso efeito relaxante proporcionado pelo fumo reflete unicamente a inversão da tensão e irritabilidade que se vai desenvolvendo no período em que o fumador está sem nicotina.

Por outras palavras, a disposição mental do fumador é normal durante o fumo, e ansiosa quando não fuma. Isso significa na prática que, para que um fumador se sinta normal, tem de ter permanentemente um cigarro aceso na boca! Além disso, quando os fumadores abandonam o vício, vão-se sentindo gradualmente cada vez menos ansiosos. Fumar reflete o efeito de inversão da tensão e ansiedade causadas pela carência de nicotina no sangue.

A investigação mostra que a pessoa se sente mal ao longo das primeiras semanas a seguir a deixar de fumar, mas igualmente que se regista uma melhoria considerável logo que a nicotina desapareça completamente do corpo, reduzindo a ânsia pela droga e o stresse que daí resulta.

Muito embora o fumo esteja atualmente banido de muitos locais e contextos, há vantagem em compreender a ligação entre os sinais de linguagem corporal associados ao fumo e a atitude de uma pessoa. Os gestos associados ao fumo desempenham um papel muito importante na verificação de estados emocionais, pois são habitualmente executados de uma forma previsível e ritualista, que pode proporcionar importantes indicações sobre o estado de espírito do fumador ou sobre aquilo que pretende atingir. O ritual do cigarro envolve gestos como tamborilar, torcer, dar piparotes, fazer ondulações, e outros minigestos que indicam que a pessoa sente uma tensão superior à habitual.

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