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Os três gestos interculturais mais comuns – O anel

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Este gesto foi popularizado pelos jornais dos EUA, no início do século XIX, que estavam a dar inicio a uma moda de utilização de iniciais para abreviar frases comuns. Há muitas opiniões divergentes acerca do significado original das iniciais «OK». Para alguns, elas significavam «all correct», «tudo correto», que era frequentemente escrito erroneamente «oll korrect».

Outros dizem que significa o oposto de «knock-out», isto é, KO. Uma outra teoria popular defende que a sigla é uma abreviatura de «Old Kinderhook», do local de nascimento de um presidente americano do século XIX que utilizava as iniciais como slogan eleitoral. E óbvio que o anel propriamente dito representa a letra «O» no sinal «OK».

O significado de «OK» é comum a todos os países anglófonos, e o seu significado está a espalhar-se rapidamente por todo o mundo, devido à grande difusão da televisão e cinema americanos, mas tem outras origens e significados em determinados locais. Por exemplo, na França e na Bélgica, significa igualmente «zero» ou «nada».

Uma noite, em Paris, quando fomos a um restaurante, o empregado conduziu-nos à nossa mesa e perguntou: «Esta mesa está OK?» Nós exibimos o sinal de OK e ele respondeu: «Bem, se não gostam desta, vou arranjar-vos outra…» Tinha interpretado o sinal de OK como significando «zero» ou «nada» — por outras palavras, pensou que lhe tínhamos comunicado que não gostávamos da mesa.

No Japão, este mesmo gesto pode significar «dinheiro»; se estivermos em negócios no Japão e fizermos o sinal de «OK», um japonês poderá pensar que estamos a propor-lhe um suborno. Em alguns países do Mediterrâneo, este sinal pretende representar um orifício, e é frequentemente usado para sugerir que um homem é homossexual.

Se fizermos o sinal de OK a um homem grego, ele poderá pensar que estamos a sugerir que nós ou ele somos gays, enquanto um turco poderá pensar que lhe estamos a chamar «cara-de-cu». O gesto é raro em países árabes, onde é usado ou como sinal ameaçador ou como obscenidade.

Nos anos 50 do século passado, antes de ser eleito presidente, Richard Nixon visitou a América Latina, numa digressão de boa vontade destinada a estreitar relações de amizade até aí bastante abaladas com essa região do mundo. Ao sair do avião, exibiu perante a multidão que o esperava um sinal americano «OK», e ficou espantado quando as pessoas começaram a apupá-lo e assobiá-lo.

Desconhecedor dos hábitos locais de linguagem, o sinal de OK de Nixon tinha sido lido como «seu bando de caras-de-cu». Se viajarmos pelo estrangeiro, a regra mais segura é sempre a de pedir aos habitantes locais que nos ensinem os seus sinais insultuosos, de modo a evitar quaisquer possíveis embaraços.

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