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Porque é que o mais importante não é o que dizemos

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Embora não seja politicamente correto dizê-lo, quando conhecemos alguém pela primeira vez realizamos rápidos juízos acerca da sua afabilidade, dominância e potencial enquanto parceiro sexual — e os olhos não são o primeiro sítio para onde olhamos.

A maioria dos investigadores está atualmente de acordo em que as palavras são utilizadas em primeiro lugar para transmitir informação, ao passo que a linguagem corporal é usada para negociar atitudes interpessoais, e em alguns casos como substituta de mensagens verbais. Por exemplo, uma mulher pode lançar a um homem um «olhar à matadora», que lhe transmitirá uma mensagem muito clara, sem ela ter sequer de abrir a boca.

Independentemente da cultura a que se pertença, as palavras e os movimentos ocorrem em conjunto com uma tal previsibilidade que os cientistas afirmaram que uma pessoa bem treinada deveria ser capaz de perceber que movimento uma pessoa está a realizar, simplesmente ouvindo a sua voz.

Muitas pessoas têm dificuldade em aceitar que os seres humanos continuam a ser, do ponto de vista biológico, animais. Somos uma espécie de primata — o Homo sapiens — um macaco sem pêlo que aprendeu a caminhar sobre dois membros e tem um cérebro inteligente e avançado. Mas tal como qualquer outra espécie, continuamos a ser dominados por leis biológicas que controlam as nossas ações, reações, linguagem corporal e gestos. O que é fascinante é que o animal humano raramente tem consciência de que as suas posturas, movimentos e gestos podem contar uma determinada história, enquanto a sua voz conta outra totalmente diferente.