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Porque podem os braços cruzados ser prejudiciais

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Investigações levadas a cabo nos Estados Unidos sobre o gesto braços Cruzados conduziram a alguns resultados preocupantes. Pediu-se a uma série de voluntários que assistisse a uma série de palestras, sendo cada estudante instruído para não cruzar as pernas nem os braços, e assumir uma posição sentada informal e relaxada. No final das palestras, cada estudante era testado relativamente à sua retenção de informação e conhecimento do tema da palestra, e registada a sua atitude perante o palestrante. Um segundo grupo de voluntários passava pelo mesmo processo, mas neste caso os participantes eram instruídos para manter os braços firmemente cruzados sobre o peito no decorrer das palestras. Os resultados mostraram que o grupo dos braços cruzados tinha aprendido e retido 38% menos do que o grupo que mantinha os braços não cruzados. O segundo grupo tinha igualmente uma opinião mais crítica relativamente tanto às palestras como ao palestrante.

Foram realizados estes mesmos testes em 1989, com 1500 delegados, ao longo de seis diferentes palestras, e foram registados resultados praticamente idênticos. Estes testes revelam que, sempre que um ouvinte cruza os braços, não só alimenta mais pensamentos negativos acerca do orador, como além disso presta menos atenção ao que está a ser dito. É por esta razão que os centros de formação deveriam ter todos cadeiras de braços, para permitir aos participantes manter-se sem cruzar os braços.