As pessoas mais velhas são mais difíceis de ler do que as mais novas, por terem um menor tónus muscular no rosto.

A velocidade de alguns gestos, e o facto de parecerem mais ou menos óbvios aos outros, estão igualmente relacionados com a idade do indivíduo. Por exemplo, se uma criança de 5 anos diz uma mentira, é provável que cubra imediatamente a boca com uma ou ambas as mãos.

O gesto de cobrir a boca com a mão pode alertar os pais para a mentira, e tem toda a probabilidade de se manter ao longo de toda a vida da pessoa, variando em geral apenas na rapidez com que é executado. Quando um adolescente mente, a mão é levada à boca de uma forma semelhante à da criança de 5 anos, mas em vez do gesto óbvio de bater com a mão na boca, neste caso os dedos friccionam ligeiramente o espaço em volta da mesma.

O gesto original de cobrir a boca torna-se ainda mais rápido nos adultos.

Quando um adulto conta uma mentira, é como se o cérebro instruísse a mão para cobrir a boca, numa tentativa de bloquear as palavras enganosas, tal como fazia no caso da criança de 5 anos e da adolescente. Porém, no último momento, a mão é afastada do rosto, e surge um gesto de tocar no nariz.
Este mais não é do que uma versão adulta do gesto de cobrir a boca, utilizado na infância.

Isto mostra de que forma, à medida que as pessoas envelhecem, os seus gestos se tornam mais subtis e menos óbvios, e é a razão por que é em geral mais difícil ler os gestos de uma pessoa de 50 anos do que os de uma criança de 5.