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Quando duas culturas se encontram

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Quando os Italianos falam, mantêm as mãos numa posição elevada, com o objetivo de deter o controlo da conversa. Aquilo que parece, numa conversação italiana, contacto físico no braço, expressando afeto, mais não é do que uma forma de impedir o ouvinte de levantar as mãos e ganhar o controlo da conversa. Para interromper um italiano, temos de lhe agarrar as mãos a meio do percurso e obrigá-lo a baixá-las. Em comparação, os Alemães e os Britânicos parecem fisicamente paralisados quando falam.

Ficam intimidados ao tentar falar com italianos e franceses, e raramente conseguem uma oportunidade de usar da palavra. Os Franceses usam os antebraços e as mãos quando falam, os Italianos usam a totalidade dos braços e o corpo, enquanto os Britânicos e os Alemães permanecem na posição de sentido.

Nas relações de trabalho internacionais, por melhor que se vista, por melhores que sejam as referências que se possui, ou a proposta que se apresenta, todos estes aspetos podem ficar instantaneamente comprometidos pelo gesto mais diminuto e inocente. A nossa investigação em 42 países mostra que os Norte-Americanos são o povo com menor sensibilidade cultural, com os Britânicos próximos no segundo lugar.

Se tivermos em conta que 86% dos Norte-Americanos não tem passaporte, compreende-se que sejam os mais ignorantes dos costumes internacionais de linguagem corporal. Até George W. Bush teve de Pedir um passaporte depois de se tornar presidente dos Estados Unidos, de modo a poder viajar até ao estrangeiro.

Os Britânicos, curiosamente, viajam muito, mas preferem que toda a gente utilize sinais corporais britânicos, fale em inglês e sirva fishh and chips. A maior parte das pessoas pertencentes a culturas estrangeiras não espera que aprendamos a sua língua, mas fica extremamente bem impressionada com o viajante que se tenha dado ao trabalho de aprender e utilizar costumes locais de linguagem corporal. Isso indica-lhes que respeitamos a sua cultura.