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Sinais de barreira com os braços

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Esconder-se por detrás de uma barreira é uma resposta normal que aprendemos desde tenra idade, com o objectivo de nos protegermos. Em crianças, escondíamo-nos por detrás de objetos sólidos como mesas, cadeiras, móveis e as saias da mãe sempre que nos encontrávamos numa situação ameaçadora. À medida que fomos crescendo, este comportamento de ocultação foi-se tornando mais sofisticado, e por volta dos 6 anos de idade, quando passou a constituir um comportamento inaceitável escondermo-nos por detrás de objetos sólidos, aprendemos a cruzar os braços encostados ao nosso tronco, sempre que surgia uma situação ameaçadora. Na nossa adolescência, aprendemos a tornar o gesto de braços cruzados menos óbvio, relaxando um pouco os braços e combinando este gesto com o de pernas cruzadas.

A medida que vamos ficando mais velhos, o gesto de cruzar os braços pode evoluir até ao ponto de o tentarmos tornar menos óbvio aos outros. Se dobrarmos um ou ambos os braços sobre o peito, formamos uma barreira que constitui uma tentativa inconsciente de bloquear aquilo que percepcionamos como uma ameaça ou como circunstâncias indesejáveis. Os braços cruzam-se confortavelmente sobre as regiões do coração e dos pulmões, para proteger estes órgãos vitais contra danos físicos, pelo que é provável que o gesto de cruzar os braços seja inato. Os macacos e chimpanzés fazem-no igualmente para se protegerem de um ataque frontal. Uma coisa é certa: quando uma pessoa tem uma atitude negativa ou defensiva, é muito provável que cruze os braços firmemente sobre o peito, assim mostrando que se sente ameaçado.