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Sinais dos olhos

Michelle-Pfeiffer-1

Ao longo da história, temo-nos preocupado com os olhos e o seu efeito no comportamento humano. O contacto visual regula a conversação, fornece indicações de dominância («Ele olhou-me de cima para baixo»), ou constitui a base para suspeitar de um mentiroso («Olha-me nos olhos quando dizes isso!»). Passamos uma grande parte do nosso tempo face a face a olhar o rosto da outra pessoa, pelo que os sinais transmitidos pelos olhos constituem um componente vital da capacidade para ler a atitude e pensamento de uma pessoa. Quando duas pessoas se encontram pela primeira vez, emitem uma série de juízos mútuos, baseados em grande parte naquilo que vêem.

Utilizamos frases e expressões como «Lançou-lhe um olhar furioso», «Com um brilhozinho nos olhos», «Ela tem olhos grandes de bebé», «Ele tem um olhar manhoso», «Ela lançou um olhar provocador», «Lançou-lhe um olhar à matadora», «Um olhar gelado» ou «Lançou-me um mau olhado». Dizemos igualmente que uma pessoa tem olhos espanhóis, olhos de cama, olhos duros, furiosos, vazios, íntimos, tristes, felizes, desafiadores, frios, invejosos, implacáveis e penetrantes. Quando utilizamos estas frases e expressões, estamos inadvertidamente a referir-nos ao tamanho das pupilas das pessoas e ao comportamento do seu olhar. Os olhos podem ser os mais reveladores e precisos de todos os sinais de comunicação humana, pois constituem um ponto fulcral do corpo, e as pupilas trabalham de forma independente de um controlo consciente.