Um investigador descobriu que era para cima de trinta vezes mais provável ocorrer riso em participantes num evento social do que num contexto solitário. O riso, descobriu ele, tem menos a ver com anedotas e historietas cómicas, e mais com a construção de relacionamentos. Este investigador chegou à conclusão de que apenas 15% do nosso riso tem a ver com anedotas. Nos seus estudos, era maior a probabilidade de os participantes falarem para si próprios quando estavam sozinhos, do que a de rirem.

Eles foram filmados a assistir a um excerto de vídeo humorístico em três situações diferentes: sozinhos, na companhia de um desconhecido do mesmo sexo e na companhia de um amigo do mesmo sexo.

Apesar de não existirem diferenças no grau de comicidade que os participantes atribuíam ao trecho de vídeo, aqueles que o viam sozinhos riam significativamente menos do que aqueles que o viam com outra pessoa presente, fosse um amigo ou um desconhecido. A frequência e o tempo gasto a rir eram significativamente maiores em ambas as situações em que havia outra pessoa envolvida, relativamente ao caso do participante solitário. O riso ocorria com muito maior frequência durante a interação social.

Estes resultados demonstram que, quanto mais uma situação se reveste de carácter social, mais frequentemente as pessoas se rirão e mais tempo durará cada período de riso.