Um outro estudo envolvia bibliotecários que, ao entregarem um livro, raspavam ligeiramente na mão da pessoa. No exterior da biblioteca, as pessoas que levavam os livros emprestados eram inquiridas, sendo-lhes colocadas questões acerca das suas impressões sobre o serviço da biblioteca. Aquelas que tinham sido tocadas respondiam mais favoravelmente a todas as questões e recordavam com maior probabilidade o nome do bibliotecário. Estudos levados a cabo em supermercados britânicos onde os clientes eram tocados suavemente na mão ao receber o troco mostraram reações positivas semelhantes por parte dos clientes. A mesma experiência foi levada a cabo nos EUA, onde as empregadas de mesa obtêm uma boa parte do seu rendimento a partir das gorjetas. As empregadas que tocavam cotovelo e mão conseguiam gorjetas 36% maiores dos clientes masculinos do que as que não efetuavam o contacto físico, e os empregados de mesa aumentavam os seus ganhos em 22% independentemente do género da pessoa que tocavam.

Da próxima vez que conhecer alguém e der um aperto de mão, estenda o seu braço esquerdo, dê um ligeiro toque no cotovelo ou na mão da pessoa durante o aperto de mão, repita o nome dela para confirmar que o ouviu corretamente, e observe a reação obtida. Esse procedimento faz não só a pessoa sentir-se
importante, como ajudará o leitor a memorizar o seu nome por via da repetição.

O toque no cotovelo e na mão — quando executado de forma discreta — capta a atenção, reforça o comentário, sublinha um conceito, aumenta a nossa influencia sobre as outras pessoas, torna-nos mais memoráveis e cria impressões positivas em toda a gente.