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Uma experiência de aprendizagem

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Sabemos que as pessoas que revelam maior entusiasmo por aprender preferem sentar-se mais próximas da frente, e que as que revelam menor entusiasmo se sentam na parte de trás, ou nas laterais. Realizámos uma experiência suplementar para determinar se o Efeito de Funil resultava do sítio onde as pessoas escolhiam sentar-se, com base no seu interesse pelo tópico em discussão, ou se por outro lado o local onde uma pessoa se sentava afetava a sua participação e a sua retenção de informação. Fizemo-lo colocando placas com nomes nos assentos dos participantes, de modo a que não pudessem assumir as suas posições habituais. De forma intencional, sentámos então pessoas entusiásticas nas laterais e na parte de trás da sala, e eremitas das últimas filas na parte frontal. Descobrimos que esta estratégia não apenas aumentava o nível de participação e retenção de informação dos participantes normalmente negativos que se sentaram na parte da frente, como diminuía a participação e grau de retenção de informação dos delegados habitualmente positivos que haviam sido relegados para a parte de trás. Isto evidencia uma clara estratégia de aprendizagem — se queremos que alguém realmente receba a mensagem, devemos pô-lo na fila da frente. Alguns apresentadores e formadores abandonaram o conceito de reunião «estilo sala de aulas» para dar formação a pequenos grupos, substituindo-o pelas disposições em «ferradura» ou em «quadrado aberto», pois os dados recolhidos sugerem que estas originam maior participação e melhor retenção de informação, em resultado do contacto visual acrescido entre todos os participantes e o orador.